Terça-feira, Outubro 03, 2006
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Segunda-feira, Setembro 25, 2006
Sábado, Setembro 23, 2006
Sexta-feira, Setembro 22, 2006
A propósito do equinócio
às vezes, escrevo coisas assim, unicamente para ter o prazer de me reler. saborear o que sobejou da noite, duma realidade qualquer, talvez para avaliar o meu próprio lixo e amar-me um pouco mais. outras vezes, modifico essa realidade, emendo-a, sublimo-a, rasgo-a, expulso-a da memória. descubro que sou o meu primeiro leitor. é nesse momento que me corrijo, proíbo-me, corto uma veia, ouço o canto nítido dos galos. mudo de vida. amanhece sempre que mudo de vida, conheço o meu próprio vómito.
in Equinócios de Tagerina- Primeiro Equinócio (Al Berto, O Medo)
É isto que o Outono nos traz, mudança.
in Equinócios de Tagerina- Primeiro Equinócio (Al Berto, O Medo)
É isto que o Outono nos traz, mudança.
Borda D'Água
Diz o "Verdadeiro Almanaque" que no mês de Setembro, no jardim, se deve "ir preparando o composto e semear amores-perfeitos" e outras plantas de florescimento primaveril.
É pena que nem tudo possa ser semeado assim - à distância no tempo - e numa certeza de que, mesmo após a letargia de Outono e os rigores do Inverno, qualquer coisa acabará por florir.
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Quase.
Gosto quando a madrugada é celebrada por uma trovoada e a chuva se ouve para além do conforto dos lençois.
Temos o Outono à porta.
Temos o Outono à porta.
Percursos cruzados
O que vale é ter amigos informados.
Parece que afinal, a nossa Lucy já arranjou trabalho como professora numa escola situada no litoral alentejano. Dizem que tem capacidades e que pode subir na carreira, quiça, ser directora ou presidente de concelho executivo.
Uns vão de macaco para professor, outros de professor para macaco...
Parece que afinal, a nossa Lucy já arranjou trabalho como professora numa escola situada no litoral alentejano. Dizem que tem capacidades e que pode subir na carreira, quiça, ser directora ou presidente de concelho executivo.
Uns vão de macaco para professor, outros de professor para macaco...
Quarta-feira, Setembro 20, 2006
Afinal, é um drama com milhões de anos
Decorria o ano de 1974.
Na rádio tocava "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles.
Do pó da Etiópia nascia uma nova estrela, a primeva mãe dos hominídeos: Lucy.
Durante anos, andou na boca do mundo. Mas como toda a diva que envelhece e perde o encanto, parece que vai perder o seu lugar no pódio. Veio à baila uma nova Australopithecus afarensis, a "menina de Dikika", com mais 1,1 milhões de anos que a sua rival, e tendo a particularidade de ser o esqueleto de uma criança com cerca de 3 anos.
“Visualmente falando, a criança de Dikika é, definitivamente, mais completa (do que a ‘Lucy’)”, disse Fred Spoor do University College London.
Afinal, o drama do envelhecimento e da substituição das velhas pelas novas não é coisa nova.
Infelizmente, não veremos a pobre Lucy sentada na sua poltrona, colar de pérolas desalinhado, lábios com o batôn esborratado a beber um bom copo de whisky, a fumar a sua cigarrilha, enquanto pragueja e relembra os seus velhos tempos: quando eu era nova, toda a gente gostava de mim.
Na rádio tocava "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles.
Do pó da Etiópia nascia uma nova estrela, a primeva mãe dos hominídeos: Lucy.
Durante anos, andou na boca do mundo. Mas como toda a diva que envelhece e perde o encanto, parece que vai perder o seu lugar no pódio. Veio à baila uma nova Australopithecus afarensis, a "menina de Dikika", com mais 1,1 milhões de anos que a sua rival, e tendo a particularidade de ser o esqueleto de uma criança com cerca de 3 anos.
“Visualmente falando, a criança de Dikika é, definitivamente, mais completa (do que a ‘Lucy’)”, disse Fred Spoor do University College London.
Afinal, o drama do envelhecimento e da substituição das velhas pelas novas não é coisa nova.
Infelizmente, não veremos a pobre Lucy sentada na sua poltrona, colar de pérolas desalinhado, lábios com o batôn esborratado a beber um bom copo de whisky, a fumar a sua cigarrilha, enquanto pragueja e relembra os seus velhos tempos: quando eu era nova, toda a gente gostava de mim.





